Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de abril de 2020

Aves de Rapina e a Emancipação da Arlequina (2020)


Título (BRA): Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa.
Título (Original): Birds of Prey (and the Fantabulous
Emancipation of one Harley Quinn)
País de produção: Estados Unidos (EUA)
Estreia: 05 dez. 2020 (Mundial); 06 fev. 2020 (Brasil)
Direção: Cathy Yan
Emp. Produtora: DC Films
Equipe: Christina Hodson (Roteiro); Bryan Unkeless, Margot Robbie (Produção); Geoff Johns, Walter Hamada (Produção Executiva).
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Ação. Comédia.
Duração: 108 min.
Class. CDD: 778.5 - Filme Cinematográfico


Referência: AVES de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa. Direção: Cathy Yan. Roteirista: Christina Hodson. Produção: Bryan Unkeless, Margot Robbie. EUA: [s.n.], 2020. 108 min. Son., Color.



Quem não ama uma Arlequina? A (ex)namorada do Coringa vem com tudo em seu filme “solo” trazendo um pouco da sua história e da sua paixão pelo palhaço mais malvado de Gotham, além de demonstrar o quanto há uma mente brilhante por trás de toda essa loucura. Aliás, não é atoa que é Dra. Arlequina.


Relacionamentos começam e terminam. E na vida da Arlequina (Margot Robbie) não é diferente... mas e agora? O que será da vida da pequena Arlequina? Ela está por conta própria depois de viver anos na sombra do seu ex, fazendo tudo o que queria e sem se importar com as consequências. O que acontece quando terminamos uma relação? Vamos pra festa, dançamos, conhecemos pessoas novas, fazemos novos amigos, adotamos um cachorrinho, mas no caso da Arlequina ela adotou uma Hiena e fez todo o resto.


É muito legal o filme aborda no início sobre términos de relacionamento e como a parte vista como “indefesa”, “inocente” e “frágil” se comporta durante essa fase, a Arlequina interpreta muito bem essa parte, posso falar isso por experiência própria (kkk). E o que deixa o filme ainda mais interessante, é quando falam sobre Empoderamento Feminino expondo clara e nitidamente mulheres que são diminuídas por homens em seu ambiente de trabalho e socialmente, mas que ao contrário são fod@s no que fazem, muito fod@s mesmo, e não precisam de homem nenhum pra se destacarem.


Só que a Arlequina não podia apenas viver uma vida normal, solteira e livre por aí... ela fez muitas maldades durante anos e tudo que fazemos volta. kkkkkk.

É o que acontece no início e durante o filme. Todos começam a caçar a Arlequina em busca de vingança até que cai de paraquedas no enredo a busca por um diamante que contém dados bancários que levam a milhões e milhões, eu disse milhões e milhões, de dólares. Entretanto, a situação não podia ser mais cômica e o diamante acaba indo parar dentro do estômago da Cassandra Kane (Ella Jay Basco), uma jovenzinha ladra, que vai parar nas mãos da Arlequina rodando pela cidade para que a pequena e o diamante não caiam nas mãos do Máscara Negra (Ewan McGregor). Nesse meio do caminho aparecem outras personagens MARAVILHOSAS que são Renee Montoya (Rosie Perez), Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell) e Caçadora (Mary Elizabeth Winstead); tá cheio de mulher empoderada aqui. O resto do filme é totalmente ação de um jeito lindo, artístico e maravilhoso. Vale muito a pena assistir Aves de Rapina, ainda mais você mulher que não depende de homem e não abaixa a cabeça pra homem nenhum.

Divirtam-se com a louca e ação da Arlequina em Ave de Rapina.




quarta-feira, 13 de março de 2019

Desventuras em Série - A Sala dos Répteis (2001)



Novamente aqui estamos para falar dessa série de livros, e série de tv mesmo até mesmo filme, que encanta-me, encanta-te, encanta-nos.
“É muito exasperante quando alguém prova que estamos errados, sobretudo se na verdade estamos certos e a pessoa que na verdade está errada é aquela que prova que estamos errados, desse modo dando a entender erroneamente que está certa. Certo?” p. 107
FICHA TÉCNICA

Desventuras em Série: A Sala dos Répteis.
Fonte: LeLivros
Título (BRA): A Sala dos Répteis, Desventuras em Série. 
Título (Original): The Reptile Room.
País de Produção: Norte-americano.
Autor: Lemony Snicket.
ISBN: 978-85-359-0143-6; 978-85-359-1972-1 (coleção).
Dimensão: 12,5 cm x 18,5 cm.
Páginas: 177 p.
Class. CDD: 813 - Ficção americana.
Cutter: S672.
Referência: Snicket, Lemony. Desventuras em Série: a sala dos répteis. Ilustração de Brett Helquist; Tradução de Carlos Sussekind. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2001.

Lido em: 10 dias.
Nota pessoal: 10/10.
Coleção/Série: Desventuras em Série (13 volumes).
Adaptações: A coleção possui um adaptação cinematográfica, de 2004, que retrata os três primeiros livros; uma série, da Netflix, com três temporadas que trabalha com todos os treze volumes.
PDF para donwload no LeLivros
Curiosidades: Herpetologia - répteis (e alguns anfíbios) (em processo)


“Para Beatrice – meu amor por você viverá para sempre. Você não teve a mesma sorte.”

Desventuras em série é uma coleção composta por 13 volumes, um mais interessante que o outro. Escrita por Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel J. Handler), que nos proporciona uma aventura (ou desventuras) muito surreais e inimagináveis. A leitura é voltada para um público infantil, mas que acaba seduzindo muitos adolescentes e o que dirá adultos, tendo essa atmosfera de suspense e drama, envolvendo nada mais nada menos que três crianças órfãs.
“Uma das coisas mais difíceis da vida é pensar nos arrependimentos. Algo nos acontece, então fazemos o que não deveríamos ter feito e, anos depois, desejaremos que tivéssemos agido de outra forma” p. 47
O volume dois da coleção nos traz a continuação da desventura de perder os pais e ter que ficar órfão e ainda sendo transferido para lá e para cá à um novo tutor. Em A sala dos répteis conhecemos o primeiro tutor (que realmente é bom e amável com as crianças), o Dr. Montgomery Montgomery, que é irmão da mulher do primo do Baudelaire pai (e isso lá é sinal de parentesco? Para mim termina a linhagem de sangue no “primo”). Entretanto... o Tio Monty, como é chamado pelos Baudelaire é um renomado herpetólogo (em síntese, ele estuda os répteis, e alguns anfíbios).
“Esperar uma das coisas difíceis da vida. É duro esperar pela sobremesa de torta de chocolate quando o rosbife ainda está no prato. Que tristeza esperar pelo Halloween enquanto ainda falta passar o tedioso mês de setembro” p. 58
Os jovens Baudelaire, estranham no início a personalidade do Tio Monty, pensando que ele se assemelha ao maléfico Conde Olaf. Logo, descobrem que ele é um cientista maravilhoso, e pessoa maravilhosa. Mas como diria Lemony Snicket, se você está pensando que as coisas terminam felizes para sempre nesse cenário, engana-se. Temos que contar com a presença do nosso vilão, caracterizado como Stephano, um assistente de Herpetologia, que vai tentar de tudo para pegar novamente a fortuna dos Baudelaire.
“Quando alguém comete um pequeno engano -  digamos, quando um garçom põe leite desnatado no seu café expresso e não leite semidesnatado -, às vezes é bem fácil explicar a essa pessoa como e por que ela se enganou. Mas, se o engano cometido assume proporções além de todos os limites – digamos, quando um garçom morde seu nariz em vez de anotar o seu pedido -, a surpresa causada pode ser tanta que somos incapazes de dizer o que quer que seja. Paralisada pelas proporções do engano do garçom, a pessoa fica meio boquiaberta, os olhos começam um pisca-pisca incontrolável, mas não consegue se pronunciar uma palavra” p. 74
No segundo volume podemos contar com a participação do personagem com mãos de gancho, interpretando o Dr. Lucafont. Além de uma descrição rápida da Terrível Trupe Teatral do Conde Olaf. As crianças ainda continuam não sendo ouvidas pelos adultos, mesma característica presente no volume um da coleção, acredito que isso sempre vai estar presente em todas as desventuras. E ainda podemos prestigiar mais do incrível Vocabulário Baudelaire – Palavras e Expressões, que será descrito em uma postagem a parte, como “Vocabulário Baudelaire de Palavras e Expressões – parte II”.
“É uma curiosa, a morte de um ente querido. Todos sabemos que nosso tempo nesse mundo é limitado, e que finalmente todos acabaremos debaixo de algum lençol, para não acordar nunca mais. No entanto é sempre uma surpresa quando isso acontece a alguém que conhecemos. É como subir a escada para seu quarto no escuro, e achar que há mais um degrau do que realmente há. O pé resvala no ar e segue-se um aflitivo momento em que, colhida às cegas pela surpresa, a pessoa tenta adaptar-se à escuridão” p. 95
Mas acerca do livro, é muito interessante e gostosa a leitura, além de ser rápida. Para um estudante de Biblioteconomia (futuro bibliotecário renomado) e amante de livros e ficção, não poderia deixar de mencionar uma característica da linguagem, que é a função Metalinguística (linguagem falando sobre linguagem); aplicando ao livro, é o momento que podemos constar que é apresentado/citado outros livros, e bibliotecas, linhas de conhecimento especificas aplicados em uma biblioteca. O que tenho que admitir, foi uma coisa maravilhosa para mim. A parte mais linda que já vi na história.
“A ocorrência de um acidente em certo lugar pode criar uma mancha nos sentimentos de uma pessoa em relação a esse local, como a mancha de tinta que perdura num lençol branco. Por mais que se esfregue e se lave para tirar essa mancha da memória, não há como esquecer o que aconteceu e deixou todo mundo triste” p. 119-120
Assim como no volume um é mencionado a área de conhecimento do direito, no volume dois podemos desfrutar da área de biológicas, voltada para os estudos dos répteis e alguns anfíbios. Para os não bibliotecários, corresponde à classificação maior de 500 (Ciências Naturais e Exatas), ou para ser mais especifico a classificação 597.9, que trata especificamente dos repteis, e até mesmo anfíbios.
“Quando as circunstâncias são más, elas têm o dom de estragar o que, não fosse por elas, seria agradável” p. 79

PERSONAGENS

Violet Baudelaire
“com catorze anos, era a mais velha dos irmãos Baudelaire. [...] era uma inventora e quando estava concentrada em alguma de suas invenções gostava de amarrar os cabelos dessa maneira. Uma forma de ajudá-la a pensar com maior clareza nas várias engrenagens, arames e cordas envolvidas na maior parte de suas criações”. p. 12
Klaus Baudelaire
“adorava ler, e nos seus aproximadamente doze anos de idade havia devorado mais livros do que muita gente é capaz de ler ao longo de toda a vida. Às vezes lia até bem tarde da noite, e de manhã podia-se ver que caíra no sono com o livro nas mãos e sem sequer tirar os óculos”. p. 12-13
Sunny Baudelaire
“’Bax!’ (...) a mais nova dos órfãos, frequentemente falava assim, que é o jeito de falar dos bebês. Na verdade, quando não estava mordendo coisas com seus quatro dentes bem afiados, Sunny passava a maior parte do tempo soltando esses fragmentos de fala. Muitas vezes era difícil entender o que ela estava querendo dizer”. p. 13
Sr. Poe
“amigo da família que trabalhava num banco e que tinha uma tosse que não parava”. p. 11
Dr. Montgomery Montgomery
“O Dr. Montgomery vem a ser... deixe-me ver... irmão da mulher do primo de seu falecido pai. Acho que é isso. É um cientista de certo renome, e recebe muito dinheiro do governo” p. 13-14 
“Ele viajou muito, de forma que tem uma porção de histórias para contar. Ouvi dizer que a casa dele está repleta de coisas que ele trouxe dos lugares por onde passou”. p. 13 
“um homem baixinho e rechonchudo de rosto bem redondo e avermelhado”. p. 17
Stephano - Conde Olaf
“Um homem muito alto e magro, com uma barba comprida e sem sobrancelhas acima dos olhos saia da porta traseira do carro, carregando uma maleta preta fechada com um cadeado de prata que brilhava” p. 45 
“Podia ter rapado sua longa sobrancelha duas em uma. Podia ter deixado crescer uma barba no seu queixo ossudo, mas a tatuagem de um olho em seu tornozelo era mais reveladora que qualquer sinal de nascença” p. 46
Terrível Trupe Teatral - 3T
- Um careca de nariz comprido, que vestia sempre um roupão preto;
- Duas mulheres sempre com o rosto coberto com um pó branco fantasmagórico;
- Uma pessoa tão grandona e de traços tão indefinidos que não se podia dizer que fosse homem ou mulher;
- Um homem magricela que tinha dois ganchos onde deveria haver suas mãos. p. 57
Dr. Lucafont
“(...) uma criatura muito magra, um homem alto de paletó branco. [...] ‘Sou o dr. Lucafont’, disse o homem alto, apontando para si próprio com uma das mãos, grande e sólida” p. 108
CARTA AO EDITOR

Ao Meu Amável Editor:
Escrevo-lhe das margens do Lago Lacrimoso onde examino o que restou da casa da tia Josephine para ter uma percepção clara do que aconteceu quando os órfãos Baudelaire estiveram aqui.
Vá ao Café Kafka às quatro horas na próxima quarta-feira, e peça uma xícara de chá de jasmim ao garçom mais alto. A menos que meus inimigos tenham triunfado, ele trará, no lugar do seu pedido, um envelope bem grande. Dentro você encontrará a minha descrição desses espantosos acontecimentos, intitulada O Lago das Sanguessugas, bem como um esboço da Gruta do "P", um pequeno saco com cacos de vidro e o cardápio do restaurante Palhaço Ansioso. Haverá também um tubo de ensaio contendo uma sanguessuga do lado, que o sr. Helquist usará como modelo para fazer uma ilustração caprichada. Em nenhuma hipótese esse tubo de ensaio deve ser aberto.
Lembre-se, o senhor é minha única esperança que a história dos órfãos Baudelaire seja finalmente contada ao grande público.
Respeitosamente,
Lemony Snicket.

Sobre o Autor:

Pseudônimo do escritor Daniel J. Handler, tornou-se um fenômeno editorial em todo o mundo. Nasceu em 28 de fevereiro 1970, em San Francisco, EUA, onde mora até hoje. É casado com Lis Brown, artista gráfica que conheceu na universidade, e tem um filho chamado Otto Handler. Integra uma banda chamada Magnetic Fields. Ele é escritor e cineasta americano, formado pela Universidade Wesleyan, em 1992, no estado de Connecticut.

Tipos de Nós - Desventuras em Série, v. 1



Fonte: Livraria Cultura
Para quem já leu "Desventuras em Série: Mau Começo" deve lembrar da parte em que Violet Baudelaire menciona o nó "Língua do Diabo", que juro que já procurei em tudo que foi canto, mas não consegui encontrar menção a esse tipo de nó. Então... o que trago para vocês é uma matéria inspirada no nó "Língua de Diabo" do volume um da coleção de "Desventuras em Série".

Todos sabemos que as melhores pessoas para entender de nós são os escoteiros e marinheiros, porquê? Isso eu não sei, mas devem usar bastante nós para terem que estudar e treinar tanto nós diferentes.

De acordo com o "Arte do Marinheiro" (material que vai estar disponível para download aqui na postagem), os Nós "são entrelaçamentos feitos à mão, emendando cabos pelos chicotes, pelos seios ou um chicote a uma alça". Dentre as inúmeras variações que existem, as seguintes são as mais conhecidas:



Nó Direito. Fonte: Curso Técnico Nós e Amarras
NÓ DIREITO - é um nó simétrico e plano que mesmo quando submetido a grandes tensões pode ser facilmente desfeito. Por ser um dos nós mais fáceis de fazer, é usado com muita frequência para unir cabos de bitolas iguais, sendo para isso, o mais seguro dos nós.
Nó Direito. Fonte: Arte do Marinheiro
Nó de Escota Singelo. Fonte: Curso Técnico Nós e Amarras



NÓ DE ESCOTA SINGELO – é um nó de muita segurança, com a grande vantagem de poder unir cabos de bitolas iguais ou diferentes.


Nó de Escoa Duplo. Fonte: Arte do Marinheiro


NÓ DE ESCOTA DUPLO – mesma utilização do Nó de Escota Singelo, proporcionando, entretanto, mais firmeza da união. É usado para emendar duas espias, especialmente quando uma delas tem alça.

Nó de Escota Duplo. Fonte: Curso Técnico
Nós e Amarras








Nó de Cirurgião. Fonte Curso Técnico Nós e Amarras






NÓ DE CIRURGIÃO – de utilização semelhante à do nó direito, se mostra mais adequado quando utilizado em cabos de materiais sintéticos mais escorregadios.

Nó em Oito. Fonte Curso Técnico Nós e Amarras





NÓ EM OITO – recebe o nome em função do seu formato. Além de ser utilizado como nó de arremate, é útil para que o cabo não escorregue de uma polia ou guia.
Nó em Oito Duplo. Fonte: Curso Técnico Nós e Amarras








NÓ EM OITO DUPLO – muito utilizado em montanhismo, proporciona uma alça firme. A figura 3 ilustra o método de se fazer o nó quando deva ser aplicado a uma argola.

Nó de Pescador. Fonte: Pioneirismo







NÓ DE PESCADOR – empregado para unir cabos escorregadios.



Nó de Boca de Saco. Fonte: Curso Técnico Nós e Amarras






NÓ DE BOCA DE SACO – também conhecido como “Nó de Bagagem de Marinheiro”.








Catau. Fonte: Curso Técnico Nós e Amarras



CATAU – utilizado para se encurtar uma corda ou isolar uma parte esgarçada ou enfraquecida do mesmo.






Lais de Guia. Fonte: Arte do
Marinheiro
LAIS DE GUIA – é um dos mais executados em todas as Marinhas. Trata-se de um nó que garante uma alça segura, substituindo a mão ou alça de uma espia. Balso singelo é o seio ou alça que resulta de um lais de guia. Útil em salvamento, ou em casos em que se deseja, uma alça não corrediça.






Lais de Guia. Fonte: Curso Técnico Nós e Amarras
Balso pelo Seio. Fonte: Curso Técnico Nós e Amarras
Balso pelo Seio. Fonte: Arte do Marinheiro












BALSO PELO SEIO – também chamado de lais de guia dobrado. Como os demais balsos, oferece uma boa opção para salvamento de um naufrago, bem como para aguentar um homem que trabalha num costado ou num mastro.



Nó de Arnez. Fonte: Curso Técnico Nó e Amarras







NÓ DE ARNEZ – fornece uma alça pelo seio do cabo ou da corda.


Nó de Corre. Fonte: Arte do Marinheiro








NÓ DE CORRER – é muito útil para emendar dois cabos ou fios e dar uma meia volta em cada no chicote





No total foram 13 nós diferentes apresentados, mas é claro que exitem muito mais, incluindo diferentes tipos de amarrações e cabos, que pra quem for utilizar um desses nós, ou servir a marinha, precisa saber.

Encontrei também um vídeos no youtube bem curtinhos que dão um passo a passo na elaboração de alguns desses nós apresentados na postagem. Pra quem se guia melhor vendo outras pessoas fazerem (o que é o meu caso), vídeos abaixo:



Espero que gostem e que sejam instrutivo.
Essa foi uma das Informações extraídas de "Desventuras em Série: Mau começo".



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Dolly Parton - Dumplin' (2018)


Como mencionado na postagem de Dumplin' (2018), trago a você Dolly Parton, a responsável pela Musicografia do filme todo e muito aclamada por Willowdean Dickson e Lucy Dickson no filme. Você podem conferir a crítica do filme aqui.

Nascida dia 19 de janeiro de 1946, em Sevierville, Tennessee, EUA. Dolly Rebecca Parton Dean, mais conhecida por Dolly Parton, é uma atriz, filantropa e cantora norte-americana, conhecidíssima pelos seus trabalhos com a música country, tanto que até é reconhecida como “Rainha da Música Country”. 

Fonte: AllPosters
Filha de um fazendeiro, começou a compor e a cantar desde a infância, e quando chegou aos 18 anos, foi para Nashville. 
Em 1967, entrou para a dupla Porter Wagoner no lugar de Norma Jean. 
Em 1974, o seu primeiro LP solo “Jolene” fez muito sucesso nos EUA. Nesse mesmo período nota-se o abandono da pegada country nas letras das músicas de Dolly, e tentava uma carreira solo. 

Fez feat com Jessica Simpson, no álbum “Do you know”, em 2008. Já teve músicas gravadas por Linda Ronstadt, Emmylou Harris e Maria Muldaur. E Whitney Houston, gravou a aclamada “I will Always love you”. Além, é claro, de ter participações como SAI, como é visto na discografia do filme Dumplin’, dentre outras cantoras. 

Em 1977, fez seu primeiro espetáculo na Inglaterra, para um público de rock, no Teatr Rainbow. 
Como atriz, teve participação em “Como eliminar seu chefe”, “Família Buscapé”, no filme “Joyful Noise”, além de participar de um episódio de “Hannah Montana” 

Dentre os inúmeros trabalhos no mundo da música e do cinema, Dolly Parton também é uma mulher de negócios, e “bote negócios!”. 
Dolly construiu um parque temático inaugurado em 1985, chamado de “Dollywood”, que atualmente ainda está em expansão, aguardando a área do “Bosque de Wildwood”. Possui um parque aquático com direito a piratas. 
Tem uma linha de restaurantes chamada “Dixie Stampede” e fundou a “Imagination Library”, que ao meu ver é o melhor projeto de todos da Dolly. 

Fonte: Vogue
A “Imagination Library” é um programa dedicado às crianças, que consiste em presentear gratuitamente crianças nas comunidades participantes dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e República da Irlanda, com livros. 
A iniciativa foi inspirada no pai de Dolly, que não sabia ler e escrever. A Biblioteca da Imaginação de Dolly, teve início em 1995 para crianças de sua terra natal, hoje o projeto se estendeu para quatro países e envia mais de 1 milhão de livros gratuitos todo o mês para crianças em todo o mundo. De acordo com o site, já são mais de 115 milhões de livros já enviados. 
Uma iniciativa incrível e um projeto maravilhoso, Dolly faz com que o sonho e a vontade de muitos bibliotecários se realize em todo o mundo. Desperta a paixão e o desejo pela leitura em diversas crianças, independente de renda, cor ou crença. No site do programa “Imagination Library” você pode consultar mais informações.

CRONOLOGIA DE FILMES - Dolly Parton
  • 1980 - Como eliminar seu chefe, interpretando Doralee Rhodes.
  • 1982 - A melhor casa suspeita do Texas, como Mona Stangley.
  • 1984 - Rhinestone, como Jake.
  • 1989 - Flores de Aço, interpretando a personagem Truvy Jones.
  • 1992 - Straight Talk, como Shirlee Kenyon.
  • 1993 - The Beverly Hillbillies, como Dolly Parton.
  • 2002 - As aventuras de Frank McKlusk, como Edith McKlusky.
  • 2005 - Miss Simpatia 2: armada e poderosa, interpretando Dolly Parton / Cameo.
  • 2006 - Hannah Montana, como Tia Dolly.
  • 2012 - Joyful Noise, como G. G. Sparrow.
Para mais informações sobre Dolly Parton e suas rede de negócios, acesse o site "Dolly Parton"

Texto com base na Wikipedia e no site oficial da Dolly Parton

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Dumplin' (2018)


“Dumplin”? O que falar de Dumplin? Para quem já assistiu Insatiable, coisa que eu já fiz (mas ainda não critiquei essa série aqui), percebe certa semelhança entre a série e o filme. Até porque, caso você pare para observar, a Netflix tem abusado muito de filmes e séries que falem sobre diversidade, minorias e aceitação das diferenças. Sempre há filmes com mulheres sendo as personagens principais e filmes que trazem as temáticas do LGBT, comunidade negra, feminismo, novas culturas, enfim, a diversidade.



FICHA TÉCNICA

Título (BRA): Dumplin
Título (Original): Dumplin
Fonte: Além de 50 tons
País de produção: Estados Unidos (EUA)
Estreia: 07 dez. 2018 (EUA); 08 fev. 2019 (Netflix)
Direção: Anne Fletcher
Emp. Produtora: Netflix
Idiomas: Inglês, Português
Equipe Produtora: Kristin Hahn, Jennifer Aniston.
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero: Comédia. Drama
Duração: 110 min.
Class. CDD: 778.5 - Filme Cinematográfico
Referência: DUMPLIN. Direção: Anne Fletcher. Roteirista: Kristin Hahn. Produção: Kristin Hahn, Jennifer Ansiton. EUA: [s.n.], 2018. 110 min. Son., Color.

Nota Pessoal: 10/10
Baseado em... Dumplin, livro de autoria de Julie Murphy

Diante de uma sociedade global onde a xenofilia está sendo tão bem demonstrada livre e descaradamente, é interessante um canal de entretenimento, além de entreter, ajudar no debate a essas temáticas, e que bom que voltam temáticas para o público jovem, podendo assim construí uma sociedade do futuro mais consciente, ética e aberta ao diferente. 

Mas falando do filme, porque é para isso que estamos aqui. Dumplin, como mencionado na ficha técnica, é baseado em um livro de mesmo nome de autoria da Julie Murphy. E conta a história de uma jovem que não está nos padrões de belezas estabelecidos pela sociedade e por concursos de beleza. Apresentamos para vocês Will (Willowdean Dickson, interpretada por Danielle Macdonald, posso ressaltar que é a mesma atriz que fez a Olympia, a gordinha que deixou todo mundo morrer em Bird Box, caso você tenha visto o filme kkkk), que foi criada por sua Tia Lucy Dickson (Hilliary Begley), enquanto sua mãe Rosie Dickson (interpretada pela maravilhosa atriz Jennifer Aniston, mesma atriz de “Todo Poderoso”, “Esposa de Mentirinha”, “Marley e Eu” e a aclamada série do início da década de 90, “Friends”) trabalha como coordenadora de concursos de beleza da pequena cidade do Texas “Bluebonnet Pageant”.


Will teve uma vida maravilhosa crescendo ao lado da Tia, que também compartilhava com ela a mesma rejeição da sociedade por não seguir um padrão de beleza estipulado pelos outros. Entretanto, Lucy sempre enfrentou essa situação da melhor maneira possível. Ela sempre foi bem-humorada e tinha sempre pensamentos positivos e uma autoestima elevada de dar inveja a qualquer um, inclusive foi com Lucy que Will aprendeu a sempre seguir em frente e não deixar ninguém decidir o rumo da sua vida por ela.

Fonte: TecMundo
Coisas do acaso acontecem, e Will teve que enfrentar a perda de sua Tia Lucy, passando assim a conviver com sua mãe, Rosie. Assim, uma das grandes discussões do filme é abordado nesse momento, quando a diferença se encontra dentro de uma família, que por um lado, temos pais que sentem medo pelos filhos, medo de como a sociedade irá aceitar seus filhos que são “diferentes”, e por outro, temos os filhos, que acreditam que seus pais são preconceituosos quanto aos próprios filhos. É o que acontece no filme entre Will e Rosie; uma mãe voltada para concursos de beleza e, uma filha fora do padrão estipulado pela sociedade. Pessoalmente, posso dizer que esse tipo de situação, é bem complexa, ainda mais quando as coisa apenas ficam pelo ar, livres a qualquer interpretação. Sempre soube que minha família sabia da minha sexualidade, eles apenas esperavam a hora certa de eu tomar a decisão de contar, inclusive minha mãe. Mas, ela sempre fala muita bobagem a respeitos dos gays, o que me deixa com medo e desconfortável para contar. E quando decidi contar, fui pego de surpresa pela aceitação, respeito e proteção dela, contra qualquer coisa e qualquer um que viesse a me fazer mal. Ainda tem barreiras entre a gente, mas o respeito foi de imediato. Por isso, é sempre bom sentar e conversar, pra que não fique apenas no ar, livre para qualquer interpretação.


Voltando ao filme ... A convivência entre Will e Rosie, não é fácil, assim como a perda de Lucy também não é. Em meio as mudanças e as doações dos pertences de Lucy, Will encontra uma inscrição no nome da falecida Tia, e percebe que a inscrição era para um concurso de beleza. E como se uma faísca dentro de Will despertasse, ela tem a ideia de se inscrever no próximo Miss Teen Bluebonnet Pageant, organizado por sua mãe, como forma de homenagear Lucy e revolucionar os padrões estabelecidos por esses concursos. 

Will, faz novos amigos, conhece mais da vida de Lucy e se aproxima de sua mãe, e de todo esse universo dos concursos de beleza. Mas então, como termina? Mãe e filha se entendem? Will, quebrou a banca dos padrões estipulados pela sociedade patriarcada da pequena Bluebonnet Pageant? Como ela e suas amigas se sentem no final disso tudo? Alcançaram o objetivo ou nadaram sem sair do lugar?


Posso dizer que o filme é muito lindo, aborda muito bem todas as temáticas mencionadas no início, além é claro de trabalhar todos os personagens da história, sem perder o foco na Will, é claro, o filme repassa uma linda e maravilhosa mensagem de respeito e amor próprio. Pois, se não nos amarmos e nos aceitarmos como somos, fica difícil querer que os outros façam o mesmo. 

Ah! Já providenciei a compra do livro e logo tem crítica do livro também. 

Como não pode faltar, no “Além do enredo...”, trago para vocês a aclamada cantora e compositora Dolly Parton, mencionada durante todo o filme. Basta clicar na foto ao lado.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Naomi, Ely e a Lista de Não-Beijos (2015)

É engraçado falar desse filme, pois ele retrata um pouco o início da minha adolescência, mas também é bem aplicável ao momento que eu estou agora (término de namoro).
É um filme interessante, até porque gosto muito da Victoria Justice, sem falar nesses filmes básicos de vida adolescente difícil e romance clichê.

Fonte: Torrent Filmes

FICHA TÉCNICA

Título (BRA): Naomi e Ely e a Lista de Não-Beijos.
Título (Original): Naomi and Ely'sno kiss list.
País de produção: EUA.
Estreia: 17 jul. 2015 (mundial); 18 set. 2015 (BRA).
Direção: Kristin Hanggi.
Emp. Produtora:
Idiomas: Português; Inglês; ...
Equipe Produtora: Lesley Vogel; Alexandra Milchan; Bob Abramoff; Emily Gerson Saines.
Autores: David Levithan; Rachel Cohn; Amy Andelson; Emily Meyer.
Classificação: 16 anos.
Gênero: Drama; Romance.
Duração: 90 min.
Class. CDD: 778.5 - Filme cinematográfico.
Referência: NAOMI e Ely e a lista de não beijos = Naomi and Ely’s no kiss list. Direção: Kristin Hanggi. Produção: LesleyVogel; Alexandra Milchan; Bob Abramoff; Emily Gerson Saines. EUA: [s.n.], 2015. 90 min. Son., color.
Nota pessoal: 8/10.
Baseado em... no livro de mesmo nome "Naomi & Ely e a lista do não-beijo", de autoria de David Levithan e Rachel cohn.

O filme retrata a grande amizade de Naomi e Ely, que moram no mesmo prédio a anos e passaram por um problema familiar que envolveu a família de ambos, desde então viveram um para outro, sempre juntos, seja onde for. Entretanto, algo que fica bem claro no filme, a amizade que Naomi cultiva pelo Ely, vai um pouco além de uma grande amizade. Naomi criou uma fantasia de futuro ao lado de Ely, que não é possível, por inúmeros motivos (o principal deles, Ely é Gay).
É besteira achar que amizade e romance são coisas diferentes. Não são. Ambos são apenas variações do mesmo amor. Variações da mesma vontade de estar perto. (Ely)
Mas, crianças crescem e tem que ir para a faculdade. Nesse ambiente de "jovens adultos", Ely começa a ter novas experiências, conhecer novas pessoas, novos lugares... principalmente, a fazer coisas sem a Naomi. O que a deixa bem chateada e ciumenta... ainda mais quando o Ely começa a sair com garotos.
Algumas amizades são tão importantes que você faria qualquer coisa para mantê-las. (Naomi)
Fonte: No Kiss List Movie’s Facebook
O desfecho é quando o atual "namorado" de Naomi, o "Bruce 2", se aproxima de Ely de uma forma além da amizade e acabam descobrindo uma paixão verdadeira um pelo outro. Como tudo o que é bom dura pouco... Naomi descobre e então o drama da história começa.
[...] você vai se sentir bem melhor amanhã de manhã. Não, isso não é verdade. Você vai se sentir bem pior. (Gabriel)
A Lista de Não Beijos era justamente para que os amigos, Naomi e Ely, não brigassem por um garoto, mas quem diria que um dia isso poderia acontecer... e pior, da mesma forma que aconteceu com os pais de ambos.
Nesse tipo de situação, o que fazer? Com quem contar? Perdoar? Porque o amor, a amizade, pode ser tão complexa em certos momentos da vida? Porque pequenos detalhes, atitudes, gestos, palavras, podem machucar e fazer desmoronar um castelo de pedras que parecia tão fortificado?

O filme é bem simples e básico, mas muito interessante, pois como disse, lembra a minha fase em que eu fantasiava um futuro amoroso com meninas no tempo de escola (momentos que já passaram e não voltam a acontecer, já sou bem decidido, como o  Ely). E me lembra também o término (não tão recente) de namoro, que não era para acontecer, mas aconteceu, e me fiz as mesmas perguntas que a Naomi e muitos outros se fazem nesse tipo de situação."Porquê ...?!". Vale dizer que o filme em si, era pra ter uma temática LGBT, mas acho que Hollywood não quis levar para esse caminho.
É uma mentira completa dizer que só há uma pessoa especial com quem vai estar para o resto de sua vida. Se tiver sorte... e se esforçar bastante... sempre haverá mais de uma. (Naomi)
Mas enfim, deixando um pouco esse papo pessoal que está meio deprimente, e voltando ao filme. Como já mencionei lá em cima nas Informações Bibliográficas do filmes, ele foi baseado em um livro de mesmo nome e, confesso que ainda não li... pois vim saber do livro enquanto escrevia essa resenha/crítica. Mas já vou providenciar a compra e por a leitura dele em dia, e falando do livro, uma diferença entre o livro e o filme, é a narração. No filme apenas Naomi conta a história pelo ponto de vista dela, mas no livro temos a participação de pelo menos oito personagens narrando (foi o que me disseram)... ahhhh... e como não pode faltar, e já de praxe e principal motivo do blog, vamos ao "Além do enredo". Se perceberam a Robin (garota) trabalha em uma biblioteca e menciona para o Robin (garoto) como os livros são organizados, referenciando a classificação de Dewey. Mas o que é? Pra quem estuda ou trabalha em bibliotecas já deve saber, mas pra quem é de outra área, clica aqui.

Beijos, Saraiva.

ELENCO
  • Victoria Justice (atriz da série Brilhante Victoria), como Naomi Mills;
  • Pierson Fodé, como Ely Diamond;
  • Griffin Newman, como Bruce 1;
  • Ryan Ward, como Bruce 2;
  • Matthew Daddario, como Gabriel;
  • Monique Coleman (atriz de HSM), como Robin (menina);
  • Daniel Flaherty, como Robin (menino);
  • Gary Betsworth, como Sr. McAllister.

CURIOSIDADE

A première do filme "Naomi & Ely e a Lista de Não Beijo teve sua estreia durante o festival de filmes "Outfest LGBT  Film Festival", em 17 de julho de 2015, em Nova Iorque.

O Outfest LGBT Film Festival é a principal organização de artes multimídias Queer e abre as portas para jovens cineastas com filmes com a temática Queer. O festival acontece a mais de 30 anos...
Já foram apresentados mais de 200 curtas-metragens e já foram exibidos mais de 6.500 filmes internacionais para plateias de mais de meio milhão de pessoas.