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sexta-feira, 15 de março de 2019

Como Superar um Fora (Soltera Codicionada) (2018)


Quem já não levou um fora na vida? Se fosse para falar de mim e dos inúmeros que eu tenho ao longo desses 24 anos, teria que dividir as histórias em mais de uma postagem (kkkkk). Mas que bom que vou ter que falar sobre o filme “Como superar um fora”, que conta a história de Maria Fê e o momento de término de um namoro e como lidar com isso.


FICHA TÉCNICA
Fonte: AdoroCinema

Título (BRA): Como Superar um Fora.
Título (Original): Soltera Codicionada.
País de produção: Peru.
Estreia: 29 nov. 2018.
Direção: Bruno Ascenzo; Joanna Lombardi Pollarolo.
Emp. Produtora: Netflix.
Idiomas: Espanhol. Inglês. Português.
Equipe Produtora: Eric Williams, Mário Frias; Maria José Osorio (Roteiro).
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Gênero: Romance. Comédia.
Duração: 104 min,.
Class. CDD: 791.437 - Filme cinematográfico.
Referência: 

Nota Pessoal: 9/10.
Curiosidade: as "5 fase do luto, modelo de Kubler Ross" que é apresentado logo no início do filme e vivido pela própria Maria Fê e "Publicidade e Propaganda", que é nada mais nada menos que a profissão exercida pela protagonista.


Quem já não levou um fora na vida? Se fosse para falar de mim e dos inúmeros que eu tenho ao longo desses 24 anos, teria que dividir as histórias em mais de uma postagem (kkkkk). Mas que bom que vou ter que falar sobre o filme “Como superar um fora”, que conta a história de Maria Fê e o momento de término de um namoro e como lidar com isso.


Maria Fê (Gisela Ponce de Léon) é uma publicitária, super alto astral, que podia muito bem ser uma geminiana, mas não é. Ela namora Matias, há um bommmmmmmm tempo, ou pelo menos namorava antes do filme (kkkk). Matias está na Alemanha, indo atrás dos seus sonhos e fazendo mestrado em arquitetura. Não é fácil manter uma relação normal, mais difícil ainda é manter uma relação à distância, e percebesse que Fê se mantêm firme e forte esperando Matias voltar.


Fonte: InterpreteMe


Entretanto, em um belo dia de aniversário de namoro dos dois, enquanto Fê prepara uma surpresa via Skype para Matias, eis que o telefone toca. Quem é? Matias. E o que ele quer? Terminar o namoro com Maria Fê. Por telefone. Quem em sã consciência faz isso? Falando por experiência própria, é uma sensação muito ruim a de ouvir seu futuro ex-namorado dizendo que quer terminar. A princípio você pensa que é só sua imaginação e uma voz na cabeça, mas depois você percebe que tá com o telefone na mão e que foi seu futuro ex que disse a famosa frase “Quero terminar!”


Enfim, Maria Fê passou pela mesma situação e ficou tão surpresa quanto eu e então o filme começa. Ela passa por uma grande e poderosa jornada de autoconhecimento e amor próprio. Contando sempre com ajuda dos velhos amigos e de uma amiga nova. Natalie (Karina Jordán) e Santiago (Christopher von Uckermann) são os velhos amigos, modernos, sociáveis, sensatos e “engomadinhos”. E também contamos com Carolina (Jely Reátegui), a amiga nova e que dividi a casa com Fê, a hipster, descolada, louca dos signos, bem geminiana (kkk). Aqui temos Natalia e Carolina, dois lados de uma mesma moeda, eu também interpreto elas como sendo um anjinho e um diabinho da Maria Fê, mas é claro que ambas estão do lado da Fê para aconselha-la e oferecer um ombro amigo nesse momento.


Fonte: BellaPagina


Maria Fê, fica na fossa, chora, tenta se divertir e acaba revendo Matias e vendo se ainda rola alguma coisa.... Mas... e então, como ela se saiu nessa superação? Será que voltaram? Será que ela continuou solteira? Quem é Maria Fê no final dessa jornada? Sem falar que Maria Fê não só tinha uma relação amorosa abusiva, como também tinha uma relação profissional abusiva, com um chefe completamente arrogante e estupido, chamado Ramiro (Carlos Carlín), que concordemos, interpretou muito bem o papel de um chefe chato.


Sinceramente, eu adorei o filme, com toda a certeza. Indico para quem quer rir e se divertir, e indico pra quem tá passando pela mesma situação e quer se inspirar para superar essa fase da vida. É interessante ressaltar que apesar do filme ser de produção peruana, li que alguns críticos não gostaram por ter atores e atrizes brancos demais... não concordo completamente. Podia sim ter mais atores locais e tal, entretanto não acho que o filme esteja mau retratado. É uma comédia muito bem-feita, sendo trabalhado todos os aspectos de um filme desse gênero.


Fonte: AdoroCinema
Se há uma crítica que merece ser mencionada, e que não vi em num outro blog literário ser comentado, é a participação de personagens negros e gays, as ditas “minorias”, que até são representadas no filme por um personagem masculino gay e um personagem feminino negro, ambos colegas de trabalho de Maria Fê. Mas um de cada, e num período de tempo que somados não chegam até vinte minutos de aparição no filme... se tem uma crítica a ser feita, é essa. Essa questão podia ter muito mais representatividade, tudo bem que é um filme focado no emponderamento feminino, diante de relacionamentos amorosos e trabalhistas coordenados pelo patriarcado machista (essa frase não é minha kkkk, muito filosófica para os meus conhecimentos, mas se aplica a realidade do filme e do mundo, só não lembro do filme onde vi essa citação).

Mas falando em citação e referências... o filme faz menção a "Dom Quixote de La Mancha" e a "GOT - Game of Thrones". Sobre a série GOT sem comentários, melhor impossível, mas por mim podem tentar deixar melhor ainda. Já ao Dom Quixote, de Cervantes, ainda não li, confesso, mas pra quem quiser dar uma lida, o livro está disponível no Domínio Público em dois volumes nos links abaixos, assim como o link do site LeLivros que também disponibiliza gratuitamente uma versão em PDF e Epub.

                

Quanto a série Game of Thrones, eu geralmente uso o site do Baixar Séries MP4 para assistir e reassistir quantas vezes e onde quiser. O link direto para todas as temporadas disponíveis aqui.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Dumplin' (2018)


“Dumplin”? O que falar de Dumplin? Para quem já assistiu Insatiable, coisa que eu já fiz (mas ainda não critiquei essa série aqui), percebe certa semelhança entre a série e o filme. Até porque, caso você pare para observar, a Netflix tem abusado muito de filmes e séries que falem sobre diversidade, minorias e aceitação das diferenças. Sempre há filmes com mulheres sendo as personagens principais e filmes que trazem as temáticas do LGBT, comunidade negra, feminismo, novas culturas, enfim, a diversidade.



FICHA TÉCNICA

Título (BRA): Dumplin
Título (Original): Dumplin
Fonte: Além de 50 tons
País de produção: Estados Unidos (EUA)
Estreia: 07 dez. 2018 (EUA); 08 fev. 2019 (Netflix)
Direção: Anne Fletcher
Emp. Produtora: Netflix
Idiomas: Inglês, Português
Equipe Produtora: Kristin Hahn, Jennifer Aniston.
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero: Comédia. Drama
Duração: 110 min.
Class. CDD: 778.5 - Filme Cinematográfico
Referência: DUMPLIN. Direção: Anne Fletcher. Roteirista: Kristin Hahn. Produção: Kristin Hahn, Jennifer Ansiton. EUA: [s.n.], 2018. 110 min. Son., Color.

Nota Pessoal: 10/10
Baseado em... Dumplin, livro de autoria de Julie Murphy

Diante de uma sociedade global onde a xenofilia está sendo tão bem demonstrada livre e descaradamente, é interessante um canal de entretenimento, além de entreter, ajudar no debate a essas temáticas, e que bom que voltam temáticas para o público jovem, podendo assim construí uma sociedade do futuro mais consciente, ética e aberta ao diferente. 

Mas falando do filme, porque é para isso que estamos aqui. Dumplin, como mencionado na ficha técnica, é baseado em um livro de mesmo nome de autoria da Julie Murphy. E conta a história de uma jovem que não está nos padrões de belezas estabelecidos pela sociedade e por concursos de beleza. Apresentamos para vocês Will (Willowdean Dickson, interpretada por Danielle Macdonald, posso ressaltar que é a mesma atriz que fez a Olympia, a gordinha que deixou todo mundo morrer em Bird Box, caso você tenha visto o filme kkkk), que foi criada por sua Tia Lucy Dickson (Hilliary Begley), enquanto sua mãe Rosie Dickson (interpretada pela maravilhosa atriz Jennifer Aniston, mesma atriz de “Todo Poderoso”, “Esposa de Mentirinha”, “Marley e Eu” e a aclamada série do início da década de 90, “Friends”) trabalha como coordenadora de concursos de beleza da pequena cidade do Texas “Bluebonnet Pageant”.


Will teve uma vida maravilhosa crescendo ao lado da Tia, que também compartilhava com ela a mesma rejeição da sociedade por não seguir um padrão de beleza estipulado pelos outros. Entretanto, Lucy sempre enfrentou essa situação da melhor maneira possível. Ela sempre foi bem-humorada e tinha sempre pensamentos positivos e uma autoestima elevada de dar inveja a qualquer um, inclusive foi com Lucy que Will aprendeu a sempre seguir em frente e não deixar ninguém decidir o rumo da sua vida por ela.

Fonte: TecMundo
Coisas do acaso acontecem, e Will teve que enfrentar a perda de sua Tia Lucy, passando assim a conviver com sua mãe, Rosie. Assim, uma das grandes discussões do filme é abordado nesse momento, quando a diferença se encontra dentro de uma família, que por um lado, temos pais que sentem medo pelos filhos, medo de como a sociedade irá aceitar seus filhos que são “diferentes”, e por outro, temos os filhos, que acreditam que seus pais são preconceituosos quanto aos próprios filhos. É o que acontece no filme entre Will e Rosie; uma mãe voltada para concursos de beleza e, uma filha fora do padrão estipulado pela sociedade. Pessoalmente, posso dizer que esse tipo de situação, é bem complexa, ainda mais quando as coisa apenas ficam pelo ar, livres a qualquer interpretação. Sempre soube que minha família sabia da minha sexualidade, eles apenas esperavam a hora certa de eu tomar a decisão de contar, inclusive minha mãe. Mas, ela sempre fala muita bobagem a respeitos dos gays, o que me deixa com medo e desconfortável para contar. E quando decidi contar, fui pego de surpresa pela aceitação, respeito e proteção dela, contra qualquer coisa e qualquer um que viesse a me fazer mal. Ainda tem barreiras entre a gente, mas o respeito foi de imediato. Por isso, é sempre bom sentar e conversar, pra que não fique apenas no ar, livre para qualquer interpretação.


Voltando ao filme ... A convivência entre Will e Rosie, não é fácil, assim como a perda de Lucy também não é. Em meio as mudanças e as doações dos pertences de Lucy, Will encontra uma inscrição no nome da falecida Tia, e percebe que a inscrição era para um concurso de beleza. E como se uma faísca dentro de Will despertasse, ela tem a ideia de se inscrever no próximo Miss Teen Bluebonnet Pageant, organizado por sua mãe, como forma de homenagear Lucy e revolucionar os padrões estabelecidos por esses concursos. 

Will, faz novos amigos, conhece mais da vida de Lucy e se aproxima de sua mãe, e de todo esse universo dos concursos de beleza. Mas então, como termina? Mãe e filha se entendem? Will, quebrou a banca dos padrões estipulados pela sociedade patriarcada da pequena Bluebonnet Pageant? Como ela e suas amigas se sentem no final disso tudo? Alcançaram o objetivo ou nadaram sem sair do lugar?


Posso dizer que o filme é muito lindo, aborda muito bem todas as temáticas mencionadas no início, além é claro de trabalhar todos os personagens da história, sem perder o foco na Will, é claro, o filme repassa uma linda e maravilhosa mensagem de respeito e amor próprio. Pois, se não nos amarmos e nos aceitarmos como somos, fica difícil querer que os outros façam o mesmo. 

Ah! Já providenciei a compra do livro e logo tem crítica do livro também. 

Como não pode faltar, no “Além do enredo...”, trago para vocês a aclamada cantora e compositora Dolly Parton, mencionada durante todo o filme. Basta clicar na foto ao lado.