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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Naomi, Ely e a Lista de Não-Beijos (2015)

É engraçado falar desse filme, pois ele retrata um pouco o início da minha adolescência, mas também é bem aplicável ao momento que eu estou agora (término de namoro).
É um filme interessante, até porque gosto muito da Victoria Justice, sem falar nesses filmes básicos de vida adolescente difícil e romance clichê.

Fonte: Torrent Filmes

FICHA TÉCNICA

Título (BRA): Naomi e Ely e a Lista de Não-Beijos.
Título (Original): Naomi and Ely'sno kiss list.
País de produção: EUA.
Estreia: 17 jul. 2015 (mundial); 18 set. 2015 (BRA).
Direção: Kristin Hanggi.
Emp. Produtora:
Idiomas: Português; Inglês; ...
Equipe Produtora: Lesley Vogel; Alexandra Milchan; Bob Abramoff; Emily Gerson Saines.
Autores: David Levithan; Rachel Cohn; Amy Andelson; Emily Meyer.
Classificação: 16 anos.
Gênero: Drama; Romance.
Duração: 90 min.
Class. CDD: 778.5 - Filme cinematográfico.
Referência: NAOMI e Ely e a lista de não beijos = Naomi and Ely’s no kiss list. Direção: Kristin Hanggi. Produção: LesleyVogel; Alexandra Milchan; Bob Abramoff; Emily Gerson Saines. EUA: [s.n.], 2015. 90 min. Son., color.
Nota pessoal: 8/10.
Baseado em... no livro de mesmo nome "Naomi & Ely e a lista do não-beijo", de autoria de David Levithan e Rachel cohn.

O filme retrata a grande amizade de Naomi e Ely, que moram no mesmo prédio a anos e passaram por um problema familiar que envolveu a família de ambos, desde então viveram um para outro, sempre juntos, seja onde for. Entretanto, algo que fica bem claro no filme, a amizade que Naomi cultiva pelo Ely, vai um pouco além de uma grande amizade. Naomi criou uma fantasia de futuro ao lado de Ely, que não é possível, por inúmeros motivos (o principal deles, Ely é Gay).
É besteira achar que amizade e romance são coisas diferentes. Não são. Ambos são apenas variações do mesmo amor. Variações da mesma vontade de estar perto. (Ely)
Mas, crianças crescem e tem que ir para a faculdade. Nesse ambiente de "jovens adultos", Ely começa a ter novas experiências, conhecer novas pessoas, novos lugares... principalmente, a fazer coisas sem a Naomi. O que a deixa bem chateada e ciumenta... ainda mais quando o Ely começa a sair com garotos.
Algumas amizades são tão importantes que você faria qualquer coisa para mantê-las. (Naomi)
Fonte: No Kiss List Movie’s Facebook
O desfecho é quando o atual "namorado" de Naomi, o "Bruce 2", se aproxima de Ely de uma forma além da amizade e acabam descobrindo uma paixão verdadeira um pelo outro. Como tudo o que é bom dura pouco... Naomi descobre e então o drama da história começa.
[...] você vai se sentir bem melhor amanhã de manhã. Não, isso não é verdade. Você vai se sentir bem pior. (Gabriel)
A Lista de Não Beijos era justamente para que os amigos, Naomi e Ely, não brigassem por um garoto, mas quem diria que um dia isso poderia acontecer... e pior, da mesma forma que aconteceu com os pais de ambos.
Nesse tipo de situação, o que fazer? Com quem contar? Perdoar? Porque o amor, a amizade, pode ser tão complexa em certos momentos da vida? Porque pequenos detalhes, atitudes, gestos, palavras, podem machucar e fazer desmoronar um castelo de pedras que parecia tão fortificado?

O filme é bem simples e básico, mas muito interessante, pois como disse, lembra a minha fase em que eu fantasiava um futuro amoroso com meninas no tempo de escola (momentos que já passaram e não voltam a acontecer, já sou bem decidido, como o  Ely). E me lembra também o término (não tão recente) de namoro, que não era para acontecer, mas aconteceu, e me fiz as mesmas perguntas que a Naomi e muitos outros se fazem nesse tipo de situação."Porquê ...?!". Vale dizer que o filme em si, era pra ter uma temática LGBT, mas acho que Hollywood não quis levar para esse caminho.
É uma mentira completa dizer que só há uma pessoa especial com quem vai estar para o resto de sua vida. Se tiver sorte... e se esforçar bastante... sempre haverá mais de uma. (Naomi)
Mas enfim, deixando um pouco esse papo pessoal que está meio deprimente, e voltando ao filme. Como já mencionei lá em cima nas Informações Bibliográficas do filmes, ele foi baseado em um livro de mesmo nome e, confesso que ainda não li... pois vim saber do livro enquanto escrevia essa resenha/crítica. Mas já vou providenciar a compra e por a leitura dele em dia, e falando do livro, uma diferença entre o livro e o filme, é a narração. No filme apenas Naomi conta a história pelo ponto de vista dela, mas no livro temos a participação de pelo menos oito personagens narrando (foi o que me disseram)... ahhhh... e como não pode faltar, e já de praxe e principal motivo do blog, vamos ao "Além do enredo". Se perceberam a Robin (garota) trabalha em uma biblioteca e menciona para o Robin (garoto) como os livros são organizados, referenciando a classificação de Dewey. Mas o que é? Pra quem estuda ou trabalha em bibliotecas já deve saber, mas pra quem é de outra área, clica aqui.

Beijos, Saraiva.

ELENCO
  • Victoria Justice (atriz da série Brilhante Victoria), como Naomi Mills;
  • Pierson Fodé, como Ely Diamond;
  • Griffin Newman, como Bruce 1;
  • Ryan Ward, como Bruce 2;
  • Matthew Daddario, como Gabriel;
  • Monique Coleman (atriz de HSM), como Robin (menina);
  • Daniel Flaherty, como Robin (menino);
  • Gary Betsworth, como Sr. McAllister.

CURIOSIDADE

A première do filme "Naomi & Ely e a Lista de Não Beijo teve sua estreia durante o festival de filmes "Outfest LGBT  Film Festival", em 17 de julho de 2015, em Nova Iorque.

O Outfest LGBT Film Festival é a principal organização de artes multimídias Queer e abre as portas para jovens cineastas com filmes com a temática Queer. O festival acontece a mais de 30 anos...
Já foram apresentados mais de 200 curtas-metragens e já foram exibidos mais de 6.500 filmes internacionais para plateias de mais de meio milhão de pessoas.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

A Colina Escarlate (Crimson Peak) (2015)


E vamos tomar um café de filme...

O filme da vez é mais uma grande produção de Guillermo del Toro (Não, não vou escrever apenas sobre ele, mas não tenho culpa se o cara sabe o que faz).

Esse é mais um nas minhas listas "Contos de fada nada tradicionais" e "Filmes que todos tem que assistir, porquê sim!"

Já havia assistido anteriormente, logo no ano em que estreou (2015), entretanto, pus me a assistir novamente, até mesmo porque incorporei o filme a minha coleção de Dvds e como já havia falado da mais recente produção de del Toro, "The Shape of Water".

Sem mais delongas e blá blá blá.... o filme da vez é "A Colina Escarlate".
"As coisas bonitas são frágeis." (Lucille Sharpe, Crimson Peak, 2015)


Título (BRA): A colina escarlate
Título (Original): Crimson Peak
País de produção: Canadá, EUA
Estreia: 15 de outubro de 2015 (BRA); 16 de outubro de 2015 (Mundial)
Direção: Guillermo del Toro
Produção: Guillermo del Toro; Thomas Tull; Callum Greene; Jon Jashni
Escrito por: Guillermo del Toro; Matthew Robbins
Classificação Etária: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Fantasia, Drama, Terror
Duração: 119 min, Color.; Son.
Classificação - CDD: 778.5 (Filme cinematográfico)

Nota: 9/10
Curiosidades: Duas curiosidades que eu, como aluno de Biblioteconomia, achei bem interessante destacar (já que esse é um dos intuitos do blogger) são: as Ilustrações de Bordas que Lucille apresenta para Edith, na biblioteca, e os rolos de cera gravados que Edith encontra no armário de toalhas. São duas especialidades que datam aproximadamente o século XVII ao século XIX. Podem conferir mais informações sobre as duas no link: Fonógrafo e Fore-edge painting.
Baseado no Livro: HOLDER, Nancy. A colina escarlate. Tradução Pedro Sette-Câmara. Rio de Janeiro: Record, 2015. 308 p. Título original: Crimson Peak.

A Colina Escarlate conta a história de Edith, uma jovem criança que perdeu a mãe muito jovem, mas desde o velório recebe a visita do fantasma dela. Visitas que não são nada sutis e agradáveis. Visitas que trazem apenas um recado de aviso em relação a Colina Escarlate, mas como não tem muitos dados na mensagem, fica uma informação incompleta e não entendemos, o que dirá a garotinha, a mensagem.
Fantasmas existem. Disso eu sei. Certas coisas os prendem a um lugar... do mesmo jeito que nos prendem também. Alguns se mantem apegados a um pedaço de terra. Um dia e hora. O jorro do sangue. Um crime hediondo. Mas há outros... que se apegam a uma emoção. Um propósito. Uma perda. Uma vingança. Ou um amor. Esses... nunca vão embora. (Crimson Peak, 2015)
Edith cresce e torna se uma jovem donzela muito bonita e atraente, além de muito esperta e inteligente, motivo pelo qual seu amigo e médico, Dr. Alan McMichael, acaba se apaixonando por ela e nutrindo esse sentimento ao longo do filme.

Edith sonha em ser uma escritora (e vamos falar de histórias dentro de uma história), entretanto, tendo em mente a época (vitoriana*) onde o enredo se passa, sabemos, graças as aulas de História, que nessa época a mulher não era vista como uma "pessoa de negócios", logo, ou ela virava dona de casa, ou trabalhava mais em profissões ditas como "femininas" (secretária do lar ou do escritório). O mesmo servia para Edith, que não tinha, além de seu pai, muitos incentivos para seguir como escritora.
- Sempre fecho os olhos quando não fico à vontade . Facilita tudo. - Eu não quero fecha-los. Quero mante-los abertos. (Crimson Peak, 2015)
Mesmo após sua história não ser aceita pelo jornal local, Edith não desiste de publicar sua história. Nesse momento, ela conhece o jovem Thomas Sharpe (Baronete de Allerdale Hall), que se encanta pela adorável Edith e por sua história de fantasma.

Esse encontro de Edith e Thomas, dá-se início a um série de pequenos acontecimentos, interligados, que me ateio a não continuar a relatar na descrição, pois é aqui que o filme realmente começa, a história se inicia e o suspense inicia para o ápice.

Particularmente, até eu assisti o filme e redigir esse post eu não cheguei a ler o livro, mas pretendo, e desejo fazer um relação da obra escrita com a adaptação para o cinema. Mia Wasikowska, está perfeitamente bem como Edith, assim como ela foi brilhante como Alice nos dois filmes da Franquia. A personagem que começa inocente e assustada, assumi aos poucos uma personalidade forte e implacável.
É absurdamente sentimental. O sofrimento descrito com tanta sinceridade! A dor, a perda. Não viveu nada disso. Leu de outros autores. (Thomas Sharpe, A colina escarlate, 2015)
Pode ser observado nessa evolução de Edith a passagem da menina para mulher. Que perde sua inocência para conhecer a brutalidade e a veracidade da vida humana, e como os homens podem agir uns com os outros em determinados momentos.

Tom Hiddleston, nosso querido Loki (da Franquia dos filmes dos Vingadores e Thor), diferente do personagem anterior, assume uma interpretação mais séria e sombria, que é pedido no filme de drama e suspense. Como Thomas Sharpe, analisamos no personagem a infância sofrida e traumatizada de uma criança refletida no homem que se tornou, e nem sempre os resultados são bons para o individuo e/ou para a sociedade.
Há alguma coisa nele que não gosto. O que é? Eu não sei. E não gosto de não saber. (Carter Cushing, Crimson Peak, 2015)
Com Guillermo del Toro na produção e direção do enredo o resultado não poderia ser melhor. Em alguns efeitos gráficos e especiais (que foram poucos, já que o filme conta muito com a praticidade do que pode ser feito na hora e sem tecnologia), voltados para os fantasmas das ex-esposas, ficou a desejar, mas Javier Botet, o mesmo interprete de Mama (2013), foi excelente em sua performance e atuação, dando uma vida e graça (medo e terror) aos nossos fantasmas escarlates. Mas como eu adoro tudo o que é feito pelo del Toro, fica meio suspeito criticar o filme (kkk).

Sem dúvida o filme é um deleite para os fãs do diretor e do gênero. Cada detalhe empregado nas cenas e de fazer assistirmos de novo, e de novo, e novamente.

ELENCO
  • Charlie Hunnam, como Dr. Alan McMichael;
  • Mia Wasikowska, como Edith Cushing [mesma atriz de "Alice no país das maravilhas" (2010) e "Alice através do espelho" (2016) nos remakes];
  • Jim Beaver, como Carter Cushing;
  • Javier Botet, como os fantasmas: Enola, Margaret e Pamela;
  • Jessica Chastair, como Lucille Sharpe;
  • Tom Hiddleston, como Thomas Sharpe [mesmo magnífico ator que deu vida e sarcasmo ao personagem Loki na franquia "Thor" (2011) e "Vingadores" (2012)];
  • William Healy, como o jovem Alan;
  • Sofia Wells, como a jovem Edith;
  • Bruce Gray, como Ferguson;
  • Burn Gorman, como Holly.

DISCOGRAFIA

por Fernando Velázquez:
  • Edith's Theme;
  • My mother's funeral;
  • Bufalo;
  • After the ghost;
  • Soft hands;
  • McMichael;
  • Valse sur une berceuse anglaise;


*Época Vitoriana: período no qual a Rainha Vitória reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837, a janeiro de 1901. (Fonte: Infoescola)