Pequeno projeto de literatura iniciado a partir de atividades da disciplina Tecnologia da Informação e Comunicação, do curso de Biblioteconomia, da Universidade Federal do Pará, como parte integrante das atividades avaliativas e como prática do aprendizado absorvido somado ao gosto e paixão pela leitura e cinematografia.
Como você já sabe o blog trás além de resenhas e críticas de filmes e livros, apresento também um olhar crítico para informações/curiosidades que são apresentados nas páginas ou nas telas que muitos dos bibliófilos e cinéfilos podem não saber a origem, o significado. Dei início falando sobre o Fonógrafo, de Thomas Edison, apresentado no filme "A Colina Escarlate". Agora, do mesmo filme, apresento as "Ilustrações de Bordas" ou "Fore-edge Painting", para os bilíngues. Espero que gostem e vocês podem conferir a resenha do filme clicando na imagem abaixo.
ILUSTRAÇÕES SECRETAS
Os famosos desenhos escondidos em cada página de um livro, é realizado
através da técnica denominada fore-edge painting, que teve sus
primeiras pinceladas por volta do século 10, mas foi aperfeiçoada em meados do
século 17 ou 18.
São realmente pequenas obras de arte magnificas que até hoje são
realizadas, levando em conta a natureza e cenas bíblicas como tema dos
desenhos. Quando pensamos que os livros apenas nos proporcionam um texto,
palavras, acabamos por nos deparar com esse mistério que nos intriga e fascina.
Na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, sob responsabilidade de Colleen Theisen, estão as obras de Robert Mudie, que traz em seus livros algumas dessas pequenas obras, retratando por exemplo, as quatros estações e o céu e o inferno.
Como dito, hoje ainda é utilizado dessa técnica nos livros; o artista
Martin Frost é um dos mais conhecidos e famosos.
Vocês podem acompanhar o trabalho de Collen Theiser pelo twiter e
pelo tumblr,
assim como o artista Martin Frost.
Pode ser visto no vídeo uma das ilustrações que estão aos cuidados de
Colleen Theisen, na Universiade de Iowa, EUA.
Como não posso falar somente de livros e filmes, pois sou um geminiano nascido da mente de Zeus, assim como Atena, e curiosidade é minha sede por sabedoria, apresento uma sessão nova baseado em curiosidades que são apresentados nos livros e filmes aqui descritos.
Para dar início, vamos falar das curiosidades do filme "A Colina Escarlate", que apresentou nada mais nada menos que uma belíssima biblioteca de dar inveja a qualquer bibliófilo, além é claro de nos apresentar o "Fonógrafo e os Rolos de Cera" e as "Ilustrações de bordas - Fore-Edge Paiting".
Aqui vou apresentar a grande invenção de Thomas Edison, o fonógrafo, mas se quiserem conferir a resenha do filme, basta clicar na imagem abaixo.
É apresentado no filme uma caixa contendo alguns cilindros de cera e um
fonógrafo usado por Edith.
O fonógrafo é invenção do americano Thomas Alva Edison, que aprimorou a
ideia de Leon Scott. Charles Cros apresentou um projeto anteriormente ao de
Thomas Edison, mas Edison ficou com a patente da máquina, quando o inventor
conseguiu reproduzir o som gravado nos cilindros.
O fonógrafo funcionava com um cilindro que girava em torno de seu
próprio eixo, sendo acionado através de uma manivela de progressão axial por
sistema de parafuso. E sua primeira gravação foi do poema, de Sarah Josepha
Hale, "Mary had a little lamb" (Mary tinha um cordeirinho).
A duração de um cilindro girava em torno de 1 minuto, e podia ser
reaproveitado 3 ou 4 vezes e apresentava um mau som na reprodução,
infelizmente.
A invenção de ThomaS Edison abriu as portas da imaginação para outras
grandes invenções, como o próprio Gramafone que seria um Fonógrafo 2.0, além do
Telegraphone.
O filme da vez é mais uma grande produção de Guillermo del Toro (Não, não vou escrever apenas sobre ele, mas não tenho culpa se o cara sabe o que faz).
Esse é mais um nas minhas listas "Contos de fada nada tradicionais" e "Filmes que todos tem que assistir, porquê sim!"
Já havia assistido anteriormente, logo no ano em que estreou (2015), entretanto, pus me a assistir novamente, até mesmo porque incorporei o filme a minha coleção de Dvds e como já havia falado da mais recente produção de del Toro, "The Shape of Water".
Sem mais delongas e blá blá blá.... o filme da vez é "A Colina Escarlate".
"As coisas bonitas são frágeis." (Lucille Sharpe, Crimson Peak, 2015)
Título (BRA): A colina escarlate
Título (Original): Crimson Peak País de produção: Canadá, EUA Estreia: 15 de outubro de 2015 (BRA); 16 de outubro de 2015 (Mundial) Direção: Guillermo del Toro Produção: Guillermo del Toro; Thomas Tull; Callum Greene; Jon Jashni Escrito por: Guillermo del Toro; Matthew Robbins Classificação Etária: Não recomendado para menores de 16 anos Gênero: Fantasia, Drama, Terror Duração: 119 min, Color.; Son. Classificação - CDD: 778.5 (Filme cinematográfico)
Nota: 9/10
Curiosidades: Duas curiosidades que eu, como aluno de Biblioteconomia, achei bem interessante destacar (já que esse é um dos intuitos do blogger) são: as Ilustrações de Bordas que Lucille apresenta para Edith, na biblioteca, e os rolos de cera gravados que Edith encontra no armário de toalhas. São duas especialidades que datam aproximadamente o século XVII ao século XIX. Podem conferir mais informações sobre as duas no link: Fonógrafo e Fore-edge painting.
Baseado no Livro: HOLDER, Nancy. A colina escarlate. Tradução Pedro Sette-Câmara. Rio de Janeiro: Record, 2015. 308 p. Título original: Crimson Peak.
A Colina Escarlate conta a história de Edith, uma jovem criança que perdeu a mãe muito jovem, mas desde o velório recebe a visita do fantasma dela. Visitas que não são nada sutis e agradáveis. Visitas que trazem apenas um recado de aviso em relação a Colina Escarlate, mas como não tem muitos dados na mensagem, fica uma informação incompleta e não entendemos, o que dirá a garotinha, a mensagem.
Fantasmas existem. Disso eu sei. Certas coisas os prendem a um lugar... do mesmo jeito que nos prendem também. Alguns se mantem apegados a um pedaço de terra. Um dia e hora. O jorro do sangue. Um crime hediondo. Mas há outros... que se apegam a uma emoção. Um propósito. Uma perda. Uma vingança. Ou um amor. Esses... nunca vão embora. (Crimson Peak, 2015)
Edith cresce e torna se uma jovem donzela muito bonita e atraente, além de muito esperta e inteligente, motivo pelo qual seu amigo e médico, Dr. Alan McMichael, acaba se apaixonando por ela e nutrindo esse sentimento ao longo do filme.
Edith sonha em ser uma escritora (e vamos falar de histórias dentro de uma história), entretanto, tendo em mente a época (vitoriana*) onde o enredo se passa, sabemos, graças as aulas de História, que nessa época a mulher não era vista como uma "pessoa de negócios", logo, ou ela virava dona de casa, ou trabalhava mais em profissões ditas como "femininas" (secretária do lar ou do escritório). O mesmo servia para Edith, que não tinha, além de seu pai, muitos incentivos para seguir como escritora.
- Sempre fecho os olhos quando não fico à vontade . Facilita tudo. - Eu não quero fecha-los. Quero mante-los abertos. (Crimson Peak, 2015)
Mesmo após sua história não ser aceita pelo jornal local, Edith não desiste de publicar sua história. Nesse momento, ela conhece o jovem Thomas Sharpe (Baronete de Allerdale Hall), que se encanta pela adorável Edith e por sua história de fantasma.
Esse encontro de Edith e Thomas, dá-se início a um série de pequenos acontecimentos, interligados, que me ateio a não continuar a relatar na descrição, pois é aqui que o filme realmente começa, a história se inicia e o suspense inicia para o ápice.
Particularmente, até eu assisti o filme e redigir esse post eu não cheguei a ler o livro, mas pretendo, e desejo fazer um relação da obra escrita com a adaptação para o cinema. Mia Wasikowska, está perfeitamente bem como Edith, assim como ela foi brilhante como Alice nos dois filmes da Franquia. A personagem que começa inocente e assustada, assumi aos poucos uma personalidade forte e implacável.
É absurdamente sentimental. O sofrimento descrito com tanta sinceridade! A dor, a perda. Não viveu nada disso. Leu de outros autores. (Thomas Sharpe, A colina escarlate, 2015)
Pode ser observado nessa evolução de Edith a passagem da menina para mulher. Que perde sua inocência para conhecer a brutalidade e a veracidade da vida humana, e como os homens podem agir uns com os outros em determinados momentos.
Tom Hiddleston, nosso querido Loki (da Franquia dos filmes dos Vingadores e Thor), diferente do personagem anterior, assume uma interpretação mais séria e sombria, que é pedido no filme de drama e suspense. Como Thomas Sharpe, analisamos no personagem a infância sofrida e traumatizada de uma criança refletida no homem que se tornou, e nem sempre os resultados são bons para o individuo e/ou para a sociedade.
Há alguma coisa nele que não gosto. O que é? Eu não sei. E não gosto de não saber. (Carter Cushing, Crimson Peak, 2015)
Com Guillermo del Toro na produção e direção do enredo o resultado não poderia ser melhor. Em alguns efeitos gráficos e especiais (que foram poucos, já que o filme conta muito com a praticidade do que pode ser feito na hora e sem tecnologia), voltados para os fantasmas das ex-esposas, ficou a desejar, mas Javier Botet, o mesmo interprete de Mama (2013), foi excelente em sua performance e atuação, dando uma vida e graça (medo e terror) aos nossos fantasmas escarlates. Mas como eu adoro tudo o que é feito pelo del Toro, fica meio suspeito criticar o filme (kkk).
Sem dúvida o filme é um deleite para os fãs do diretor e do gênero. Cada detalhe empregado nas cenas e de fazer assistirmos de novo, e de novo, e novamente.
ELENCO
Charlie Hunnam, como Dr. Alan McMichael;
Mia Wasikowska, como Edith Cushing [mesma atriz de "Alice no país das maravilhas" (2010) e "Alice através do espelho" (2016) nos remakes];
Jim Beaver, como Carter Cushing;
Javier Botet, como os fantasmas: Enola, Margaret e Pamela;
Jessica Chastair, como Lucille Sharpe;
Tom Hiddleston, como Thomas Sharpe [mesmo magnífico ator que deu vida e sarcasmo ao personagem Loki na franquia "Thor" (2011) e "Vingadores" (2012)];
William Healy, como o jovem Alan;
Sofia Wells, como a jovem Edith;
Bruce Gray, como Ferguson;
Burn Gorman, como Holly.
DISCOGRAFIA
por Fernando Velázquez:
Edith's Theme;
My mother's funeral;
Bufalo;
After the ghost;
Soft hands;
McMichael;
Valse sur une berceuse anglaise;
*Época Vitoriana: período no qual a Rainha Vitória reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837, a janeiro de 1901. (Fonte: Infoescola)